Category: Photos
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Há alguns anos pude ver este lindíssimo “Baptismos da Meia Noite” do Joan Alvado exposto nos Encontros de Imagem em Braga, e nem era uma das exposições que estava no meu radar, fui porque alguém disse que não podia perder. Agora que passou a livro não o podia perder!





As coisas que encontras ao remexer em roupa velha: um bilhete de uma banda que acabou pouco depois deste concerto!
O treinador do Sporting dá receita para o Alverca adiar título do Porto? Não, quem dá é um gajo qualquer que jogou lá e que, por acaso, tem o mesmo nome do treinador. É dos truques de clickbait preferidos dos desportivos, como quando o Messi assinou pelo Olhanense.
O Georges Messi, camaronês.
Ontem foi o dia mais bonito, o dia de descer a avenida!
No meu cantinho das fotos há uma mão cheia delas para ver.
A erosão silenciosa do jornalismo

A Rosália dá dois concertos na MEO Arena, ambos esgotados. Não permite a presença de fotojornalistas em nenhum deles, tal como no resto da tour. Na prática, as únicas imagens que acabam por circular são as da sua própria produção (polidas e cuidadas, como é suposto) ou as das redes sociais — porque hoje toda a gente fotografa em todo o lado. Não surpreende, por isso, que a imagem que ilustra o artigo no Expresso seja um disparo de telemóvel publicado no Instagram.
Deixando de lado a discussão sobre o direito da artista em restringir o acesso a fotojornalistas (mas não a jornalistas), tudo isto — incluindo a forma como a imprensa lida com este e outros casos — revela duas coisas.
Primeiro, a evidente secundarização da fotografia como mera ilustração da notícia. Lembra o caso, há uns anos, de um jornal que dispensou os seus fotógrafos e passou a pedir aos jornalistas que fotografassem com iPhones, invocando até a qualidade final das imagens.
Segundo, a ainda maior secundarização da própria imprensa, cada vez mais reduzida a câmara de eco das redes sociais e das comunicações oficiais. Multiplicam-se os exemplos de notícias ilustradas com conteúdos de redes sociais — ou, pior, notícias que existem apenas porque “alguém disse algo” online: quem reagiu ao post de quem, quem comentou o quê. A isto soma-se a crescente dependência de conteúdos produzidos pelas próprias entidades (press releases, materiais promocionais, etc.).
Perante este cenário, impõe-se a pergunta: não estará o papel editorial da imprensa a tornar-se progressivamente irrelevante?
É que é assim que uma democracia vai morrendo.
59 e 39
Esta semana, no Público, saiu uma entrevista com o novo presidente da Carris, onde fala de coisas curiosas como, entre outras, aumentar a rede de elétricos.
Mas o que me chamou a atenção não foi isso, mas sim a foto principal, e em particular os autocarros que estão por trás, e que me causou um enorme “ataque de nostalgia”. E eu que nem sou de saudosismos…
Do lado direito, o monstro verde de dois andares que fazia a carreira 39, subindo penosamente em direção ao Príncipe Real vindo de São Bento, mesmo perto de casa quando cresci perto da Praça das Flores, e que eu fazia questão de sentar no primeiro andar logo no banco da frente, como acho que toda a gente faz num destes.
Do lado esquerdo, o laranja que fazia a carreira 59, muito provavelmente a coluna vertebral de grande parte da zona oriental de Lisboa, numa altura pré-Expo 98 em que era uma zona cortada do resto da cidade, e que por isso mesmo era de que dependia para ir para a secundária.
Não apenas os autocarros, já de si icónicos em Lisboa, mas também as duas carreiras que mais usei no século passado quando era jovem, tudo na mesma foto.