Porque temos de falar disto, porque é assim: começa a ser criminoso a Cristina Ferreira ter o tempo de antena que tem…

Porque temos de falar disto, porque é assim: começa a ser criminoso a Cristina Ferreira ter o tempo de antena que tem…

Há uma controvérsia sobre se se deve ou não responder a Ventura, (…) . Mas eu tenho uma regra: um insulto não se leva para casa

És jovem? Notas para o duelo Pacheco Pereira vs. Ventura

A erosão silenciosa do jornalismo

Auto-generated description: Two women on stage are smiling and sharing a microphone while performing at Meo Arena in Lisbon.

A Rosália dá dois concertos na MEO Arena, ambos esgotados. Não permite a presença de fotojornalistas em nenhum deles, tal como no resto da tour. Na prática, as únicas imagens que acabam por circular são as da sua própria produção (polidas e cuidadas, como é suposto) ou as das redes sociais — porque hoje toda a gente fotografa em todo o lado. Não surpreende, por isso, que a imagem que ilustra o artigo no Expresso seja um disparo de telemóvel publicado no Instagram.

Deixando de lado a discussão sobre o direito da artista em restringir o acesso a fotojornalistas (mas não a jornalistas), tudo isto — incluindo a forma como a imprensa lida com este e outros casos — revela duas coisas.

Primeiro, a evidente secundarização da fotografia como mera ilustração da notícia. Lembra o caso, há uns anos, de um jornal que dispensou os seus fotógrafos e passou a pedir aos jornalistas que fotografassem com iPhones, invocando até a qualidade final das imagens.

Segundo, a ainda maior secundarização da própria imprensa, cada vez mais reduzida a câmara de eco das redes sociais e das comunicações oficiais. Multiplicam-se os exemplos de notícias ilustradas com conteúdos de redes sociais — ou, pior, notícias que existem apenas porque “alguém disse algo” online: quem reagiu ao post de quem, quem comentou o quê. A isto soma-se a crescente dependência de conteúdos produzidos pelas próprias entidades (press releases, materiais promocionais, etc.).

Perante este cenário, impõe-se a pergunta: não estará o papel editorial da imprensa a tornar-se progressivamente irrelevante?

É que é assim que uma democracia vai morrendo.

A Ana Cavalieri na SICN diz que no Irão são uns bárbaros porque têm um relógio a marcar o fim de Israel, ao mesmo tempo que a emissão da SICN tem um relógio a marcar a contagem dada pelo Trump para “exterminar” o Irão.

Os comentadores e comentadoras do costume desdobram-se num enorme whataboutism, que desafia a espinha dorsal, sobre todos os outros países que também têm a pena de morte.

Primeiro, é surreal usar o argumento “mas os outros também matam”. Segundo, convenientemente ignoram o facto de ser uma lei que se foca num grupo étnico, aliás num país que literalmente tem sistemas judiciais diferentes para brancos e não brancos.

Poucas dúvidas houvessem que Israel é um apartheid, um projecto de supremacia branca…

Watched: Sirāt 🎬

Considering I was walking in the Sahara desert, in Southern Morocco, just a week ago makes this very interesting to watch!

…Although most of the movie’s plot is likely set in Western Sahara, but I guess that’s vague on purpose.

I still want to see this in the cinema though.

Vamos continuar a separar o lixo, porque é a coisa certa, mas as alterações climáticas são uma luta de classes e nunca as iremos resolver sem repensar o modelo económico global…

www.publico.pt/2026/03/1…

Quando o Miguel Sousa Tavares, que passava a vida a mandar bujardas, passa a ser o comentador mais crescido da sala, quando o Chicão até parece de alguém de esquerda e agora até concordas com o Cavaco sabes que os tempos estão mesmo estranhos…

Aquele ciclo normal dos preços dos combustíveis: acontece alguma coisa, sobe logo em flecha por causa de cenas e o preço do petróleo; mas quando tudo acalma descobrimos que o preço do petróleo não tem efeito imediato nos preços dos combustíveis…