Category: Real stuff
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Não é só um bairro periférico que está ‘guetizado’, um bairro rico também está ‘guetizado’, um bairro turístico também está ‘guetizado’.
A ouvir excelente o episódio do Vhils no “Perguntar Não Ofende”, e esta frase fez eco, quer por viver num, quer pela minha relação complicada com o turismo…
O Senhor Moedas arranja sempre maneira de “mudar os nomes das coisas” para aparecer na foto… Ao menos o nome não mudou para “Quinta dos Unicórnios”.
O líder parlamentar do Chega, agora na RTP, sabe perfeitamente que o candidato presidencial dele foi o único a apresentar a lista de dadores, mas já não tem a certeza se o partido dele entregou contas, que isso era com outro colega que sabia. E é isto, sempre areia para os olhos…
Not so much about the article itself, but about the photo. It’s great in so many ways!
Enquanto pelas redes fora há protestos e queixas (com razão) de mais uma bujarda imbecil da Cristina na TV, nas redes dela nem uma palavra sobre isto. Mas não faltam fotos e links das bugigangas que ela vende, é como dizem: não há má publicidade…
Porque temos de falar disto, porque é assim: começa a ser criminoso a Cristina Ferreira ter o tempo de antena que tem…
Porque temos de falar disto, porque é assim: começa a ser criminoso a Cristina Ferreira ter o tempo de antena que tem…
Há uma controvérsia sobre se se deve ou não responder a Ventura, (…) . Mas eu tenho uma regra: um insulto não se leva para casa
A erosão silenciosa do jornalismo

A Rosália dá dois concertos na MEO Arena, ambos esgotados. Não permite a presença de fotojornalistas em nenhum deles, tal como no resto da tour. Na prática, as únicas imagens que acabam por circular são as da sua própria produção (polidas e cuidadas, como é suposto) ou as das redes sociais — porque hoje toda a gente fotografa em todo o lado. Não surpreende, por isso, que a imagem que ilustra o artigo no Expresso seja um disparo de telemóvel publicado no Instagram.
Deixando de lado a discussão sobre o direito da artista em restringir o acesso a fotojornalistas (mas não a jornalistas), tudo isto — incluindo a forma como a imprensa lida com este e outros casos — revela duas coisas.
Primeiro, a evidente secundarização da fotografia como mera ilustração da notícia. Lembra o caso, há uns anos, de um jornal que dispensou os seus fotógrafos e passou a pedir aos jornalistas que fotografassem com iPhones, invocando até a qualidade final das imagens.
Segundo, a ainda maior secundarização da própria imprensa, cada vez mais reduzida a câmara de eco das redes sociais e das comunicações oficiais. Multiplicam-se os exemplos de notícias ilustradas com conteúdos de redes sociais — ou, pior, notícias que existem apenas porque “alguém disse algo” online: quem reagiu ao post de quem, quem comentou o quê. A isto soma-se a crescente dependência de conteúdos produzidos pelas próprias entidades (press releases, materiais promocionais, etc.).
Perante este cenário, impõe-se a pergunta: não estará o papel editorial da imprensa a tornar-se progressivamente irrelevante?
É que é assim que uma democracia vai morrendo.