Não é só um bairro periférico que está ‘guetizado’, um bairro rico também está ‘guetizado’, um bairro turístico também está ‘guetizado’.

A ouvir excelente o episódio do Vhils no “Perguntar Não Ofende”, e esta frase fez eco, quer por viver num, quer pela minha relação complicada com o turismo…

O Senhor Moedas arranja sempre maneira de “mudar os nomes das coisas” para aparecer na foto… Ao menos o nome não mudou para “Quinta dos Unicórnios”.

O líder parlamentar do Chega, agora na RTP, sabe perfeitamente que o candidato presidencial dele foi o único a apresentar a lista de dadores, mas já não tem a certeza se o partido dele entregou contas, que isso era com outro colega que sabia. E é isto, sempre areia para os olhos…

Not so much about the article itself, but about the photo. It’s great in so many ways!

www.publico.pt/2026/04/1…

Enquanto pelas redes fora há protestos e queixas (com razão) de mais uma bujarda imbecil da Cristina na TV, nas redes dela nem uma palavra sobre isto. Mas não faltam fotos e links das bugigangas que ela vende, é como dizem: não há má publicidade…

Porque temos de falar disto, porque é assim: começa a ser criminoso a Cristina Ferreira ter o tempo de antena que tem…

Porque temos de falar disto, porque é assim: começa a ser criminoso a Cristina Ferreira ter o tempo de antena que tem…

Há uma controvérsia sobre se se deve ou não responder a Ventura, (…) . Mas eu tenho uma regra: um insulto não se leva para casa

És jovem? Notas para o duelo Pacheco Pereira vs. Ventura

A erosão silenciosa do jornalismo

Auto-generated description: Two women on stage are smiling and sharing a microphone while performing at Meo Arena in Lisbon.

A Rosália dá dois concertos na MEO Arena, ambos esgotados. Não permite a presença de fotojornalistas em nenhum deles, tal como no resto da tour. Na prática, as únicas imagens que acabam por circular são as da sua própria produção (polidas e cuidadas, como é suposto) ou as das redes sociais — porque hoje toda a gente fotografa em todo o lado. Não surpreende, por isso, que a imagem que ilustra o artigo no Expresso seja um disparo de telemóvel publicado no Instagram.

Deixando de lado a discussão sobre o direito da artista em restringir o acesso a fotojornalistas (mas não a jornalistas), tudo isto — incluindo a forma como a imprensa lida com este e outros casos — revela duas coisas.

Primeiro, a evidente secundarização da fotografia como mera ilustração da notícia. Lembra o caso, há uns anos, de um jornal que dispensou os seus fotógrafos e passou a pedir aos jornalistas que fotografassem com iPhones, invocando até a qualidade final das imagens.

Segundo, a ainda maior secundarização da própria imprensa, cada vez mais reduzida a câmara de eco das redes sociais e das comunicações oficiais. Multiplicam-se os exemplos de notícias ilustradas com conteúdos de redes sociais — ou, pior, notícias que existem apenas porque “alguém disse algo” online: quem reagiu ao post de quem, quem comentou o quê. A isto soma-se a crescente dependência de conteúdos produzidos pelas próprias entidades (press releases, materiais promocionais, etc.).

Perante este cenário, impõe-se a pergunta: não estará o papel editorial da imprensa a tornar-se progressivamente irrelevante?

É que é assim que uma democracia vai morrendo.

A Ana Cavalieri na SICN diz que no Irão são uns bárbaros porque têm um relógio a marcar o fim de Israel, ao mesmo tempo que a emissão da SICN tem um relógio a marcar a contagem dada pelo Trump para “exterminar” o Irão.