59 e 39
Esta semana, no Público, saiu uma entrevista com o novo presidente da Carris, onde fala de coisas curiosas como, entre outras, aumentar a rede de elétricos.
Mas o que me chamou a atenção não foi isso, mas sim a foto principal, e em particular os autocarros que estão por trás, e que me causou um enorme “ataque de nostalgia”. E eu que nem sou de saudosismos…
Do lado direito, o monstro verde de dois andares que fazia a carreira 39, subindo penosamente em direção ao Príncipe Real vindo de São Bento, mesmo perto de casa quando cresci perto da Praça das Flores, e que eu fazia questão de sentar no primeiro andar logo no banco da frente, como acho que toda a gente faz num destes.
Do lado esquerdo, o laranja que fazia a carreira 59, muito provavelmente a coluna vertebral de grande parte da zona oriental de Lisboa, numa altura pré-Expo 98 em que era uma zona cortada do resto da cidade, e que por isso mesmo era de que dependia para ir para a secundária.
Não apenas os autocarros, já de si icónicos em Lisboa, mas também as duas carreiras que mais usei no século passado quando era jovem, tudo na mesma foto.